Sustentabilidade
Logística verde: crescer sem adicionar caminhões
Crescer volume de carga fracionada sem colocar veículos novos na estrada é possível. Veja os erros comuns de ESG logístico e como evitá-los em 2026.
Você fecha o planejamento de 2026, o volume de carga fracionada interestadual cresce, e a primeira resposta que aparece na reunião de operações é: "vamos precisar de mais caminhões". Parece óbvio. Mas é exatamente aqui que a maioria dos Diretores de Operações comete o erro mais caro, tanto no custo quanto na pegada de carbono da operação.
Crescer volume sem adicionar veículos é possível, e não é teoria. A resposta está em usar infraestrutura que já roda: os bagageiros dos ônibus interestaduais, que circulam com horário fixo todos os dias entre milhares de cidades brasileiras, grande parte deles com capacidade ociosa. Antes de ir para os erros, deixa eu te dar a resposta direta.
A resposta curta: crescer carga fracionada interestadual com menor impacto ambiental em 2026 exige orquestrar capacidade ociosa já existente na malha de ônibus interestaduais, em vez de demandar novos ativos na estrada. Isso reduz emissões por tonelada transportada, melhora o custo por quilo e ainda entrega transit time D+1 a D+4, competitivo com o aéreo em rotas médias e longas.
Por que o instinto de "mais caminhões" sai caro nos dois sentidos
O raciocínio é simples: volume cresce, capacidade precisa crescer junto. O problema é que "mais caminhões" significa mais CAPEX ou mais custo de frete contratado, mais emissões diretas de CO₂, mais motoristas, mais gestão de frota e menos flexibilidade quando o volume cai.
Para uma distribuidora que já compromete mais de 12% da receita com logística interestadual, adicionar veículos é como apagar incêndio com gasolina. O custo sobe, a operação fica mais rígida e o relatório ESG do próximo exercício vai mostrar emissões subindo junto com o volume. Exatamente o que os grandes compradores B2B, varejistas e indústrias, cada vez mais exigem que seus fornecedores não façam.
Aqui entra o primeiro erro clássico.
Erro 1: tratar ESG logístico como relatório, não como decisão operacional
Muitos COOs me perguntam como melhorar o indicador de emi