Carga Fracionada

Acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país e exigem nova gestão de riscos no transporte

O transporte rodoviário enfrenta gestão inadequada de riscos, com acidentes sendo responsáveis pela maioria das perdas de carga no Brasil.

Capa: Acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país e exigem nova gestão de riscos no transporte

Portal do Trânsito · 01/09/2026 · Leia a matéria original

O rodoviário é a espinha dorsal da logística brasileira. Segundo a matéria, acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país, evidenciando um problema estrutural de gestão de riscos no transporte convencional. A estatística revela que o setor segue operando com mecanismos de segurança e previsibilidade aquém do necessário para garantir integridade da mercadoria.

Comentário do Kargu

Embarcadores que fazem fracionado interestadual enfrentam um dilema real: o rodoviário convencional oferece capilaridade (alcança 5.500 cidades contra ~120 aeroportos), mas traz 8 a 10 dias de transit time e agora sabem que 62% do risco de perda vem de acidentes. Para quem opera em rotas médias e longas com carga de valor, isso significa margem consumida por sinistros, além de SLA quebrado perante cliente final.

O dado expõe por que modelos multimodais com infraestrutura ociosa ganham espaço. Um bagageiro de ônibus interestadual não elimina acidentes, mas reduz exposição: viagens programadas, horários fixos, malha estabelecida e, sobretudo, velocidade controlada (D+1 a D+4 em vez de 8 a 10 dias). Menos tempo na estrada é menos risco realizado. Para transportadoras, significa monetizar capacidade sem CAPEX: o ônibus já circula, a carga apenas ocupa espaço ocioso.

Embora a matéria não aborde integração de API ou gestão de risco via dados, vale acompanhar porque embarcadores B2B cada vez mais exigem rastreabilidade e SLA pré-acordados. Quem conseguir amarrar transporte a ERP do cliente, com promessa clara de entrega e cobertura em caso de sinistro, sai na frente. E quem conseguir escalar volume sem adicionar veículos na estrada (crescimento verde, ESG) reduz exposição operacional à fatores causadores de acidentes.

Risco bem conhecido é risco que se precifica. O mercado está pedindo mais.