Multimodal
Fórum aponta multimodalidade, custos e reforma tributária como prioridades
Fórum Ilos 2026 reúne 3 mil participantes para debater multimodalidade, custos logísticos elevados, reforma tributária, frete colaborativo e novas tecnologias c
Abralog · 26/08/2026 · Leia a materia original
O Fórum Ilos 2026, com mais de 3 mil participantes em São Paulo, identificou multimodalidade, custos logísticos e reforma tributária como os principais gargalos e tendências que devem marcar a logística brasileira no próximo ano. O evento reuniu operadores, indústria e varejo para debater caminhos concretos de redução de custos, redesenho de cadeias após a reforma tributária, frete colaborativo e adoção de novas tecnologias.
Comentario do Kargu
A multimodalidade voltou ao topo da agenda, e isso não é coincidência. Para embarcadores B2B com envio interestadual recorrente em carga fracionada, o dilema segue brutal: rodoviário tradicional oferece 8 a 10 dias de transit time, enquanto aéreo resolve prazo mas estrangula margem. Nas rotas médias e longas, sobretudo para o interior onde a malha alcança 5.500 cidades e os 120 aeroportos comerciais não chegam, a multimodalidade real ainda é um vazio operacional. O bagageiro do ônibus interstadual é infraestrutura não monetizada, e quando essa discussão ganha fórum com 3 mil pessoas, sinais de mercado aparecem.
A questão de custos logísticos elevados toca direto no modelo de e-commerces em expansão nacional e distribuidoras que sofrem compressão de margem. Frete colaborativo mencionado no fórum aponta para o caminho certo: viações querendo monetizar capacidade ociosa sem CAPEX adicional, e transportadoras buscando SLA previsível entre D+1 e D+4. A reforma tributária adiciona urgência: quem não redesenhar a cadeia com visão multimodal real, com integração via API entre ERP, WMS e transporte, vai ficar para trás. Embora a materia não detalhe como essa multimodalidade será operacionalizada, vale acompanhar porque o vácuo entre discurso e execução é onde oportunidades nascem. Embarcadores que conectarem hoje à infraestrutura de bagageiro com tecnologia, hedge