Carga Fracionada

Frete fracionado: quando trocar de transportadora vale?

Trocar de transportadora em frete fracionado interestadual tem custo oculto e momento certo. Saiba como avaliar com critérios operacionais reais.

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Você está pagando caro, o prazo está escorregando, e a transportadora atual já virou rotina de desculpa. Mas toda vez que o assunto de trocar surge numa reunião, alguém lembra que a migração vai dar trabalho, que a integração nova vai levar meses, que o time já está no limite. A dúvida fica na gaveta mais uma semana. Mais um mês.

Essa decisão tem um custo real de adiar. E tem também um custo real de executar mal. O que vejo acontecer com frequência é que as empresas trocam de transportadora pela razão errada, na hora errada, sem critério nenhum, e depois repetem o ciclo seis meses depois com outro prestador. Antes de abrir uma nova cotação, vale entender quando a troca de fato faz sentido e o que fazer diferente desta vez.

A resposta direta: Trocar de transportadora em frete fracionado interestadual faz sentido quando o prestador atual falha em pelo menos dois destes três pilares: cobertura de praça (suas rotas não estão na malha ou o interior fica de fora), previsibilidade de prazo (transit time real difere do contratado com frequência) e custo estrutural (a tarifa está acima do mercado sem SLA correspondente). Troca motivada só por preço, sem avaliar malha e previsibilidade, costuma resultar em custo maior em três meses.

Como saber se o problema é a transportadora ou a operação?

Antes de culpar o prestador, existe uma checagem que qualquer head de logística deveria fazer. Pegue os últimos 90 dias de entregas e responda três perguntas simples:

  • Qual o transit time médio realizado versus o transit time contratado, rota por rota?
  • Quantas ocorrências de extravio, avaria ou entrega fora de prazo foram abertas, e quantas foram resolvidas dentro do SLA de atendimento?
  • Quais praças receberam menos de 80% dos volumes no prazo prometido?

Se você não consegue responder nenhuma dessas três perguntas porque não tem rastreamento consolidado, o problema não é a transportadora. É a falta de visibilidade. Trocar de prestador sem resolver isso é trocar de doença s